O termo educação infantil remete a um conceito
relativamente recente na História do Brasil. Creche, maternal, jardim de
infância, escolinha... não eram espaços de educação.
Hoje, a Educação Infantil passou a ter o papel de cuidar e
também educar. É a primeira etapa da Educação Básica, dever do Estado, opção da
família e direito da criança. Esses princípios estão garantidos pela Lei de
Diretrizes e Bases, o Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Constituição
Federal.
Como a desigualdade étnica e racial no Brasil chega tão
cedo às salas de atendimento nessa etapa da educação?
Que sociedade é essa, afinal? E o que ela vem sinalizando
sobre a nossa diversidade? Como será que os jornais e as revistas, por exemplo,
costumam representar as crianças negras?
A sociedade já está mais atenta à necessidade de
representar a diversidade étnica e racial brasileira seja nos brinquedos, seja
na mídia. E esse caminho também vem sendo trilhado por algumas escolas.
Em 1996,
a LDB passou a considerar a Educação Infantil como a
primeira etapa da Educação Básica, entendendo a criança como um sujeito
histórico, produtor de sentido e inserido num contexto histórico e cultural.
A Educação Infantil deve valorizar desde cedo auto-estima
das crianças, a cultura negra e a diversidade étnica e racial dentro da escola.
E esse é o caso do CEMEI Marrara, escola de São Carlos, cujo projeto pedagógico
foi um dos vencedores quarta edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial.
Para tratar de uma temática tão complexa como o respeito à
diversidade com alunos tão pequenos eles utilizaram atividades lúdicas como
brincadeiras, contação de histórias e até aulas de culinária.
A primeira infância é um momento crucial na formação da
identidade. Deve valorizar a auto-imagem das crianças e criar modelos que
confirmem essas expectativas. O projeto Heranças e Valores Civilizatórios
Afro-brasileiros desenvolvido na Escola Municipal Mário Quintana, em Diadema, é
um exemplo, tendo sido o primeiro colocado na quarta edição do Prêmio Educar
Para A Igualdade Racial, promovido pelo CEERT – Centro de Estudos das Relações
de Trabalho e Desigualdades (www.ceert.org.br).
A valorização da vida e da cultura dos afrodescendentes é
uma questão que está na pauta do dia de Diadema, a quarta maior cidade em
número de população negra do país.
Além das atividades lúdicas, a escola realizou um trabalho
com tranças, buscando a valorização da auto-imagem da criança negra. Deu tão
certo, que todas as meninas, negras e não negras, adoram trançar seus cabelos!
Essas duas experiências de Educação Infantil
provam que é possível valorizar a diversidade étnica e promover a equidade.Fonte:http://antigo.acordacultura.org.br/
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