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17 de julho de 2014

Consciência Negra- Indicações Bibliográficas-Igualdade de tratamento e oportunidades



Favela – Alegria e dor na cidade
Jailson de Souza e Silva e Jorge Luiz Barbosa
Senac Rio, 2006
Negros na universidade - Identidade e Trajetórias de Ascensão Social no Rio de Janeiro
Moema De Poli Teixeira
Pallas, 2003

Tirando a máscara: ensaios sobre o racismo no Brasil
Antônio Sérgio Alfredo Guimarães e Lynn Huntley (Org.)
Paz e Terra, 2000
Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil
Iray Carone e Maria Aparecida Silva Bento (Org.)
Vozes, 2003

Desenvolvimento Humano e Relações Raciais
Marcelo Paixão
DP&A, 2003

Lideranças negras
Márcia Contins
Aeroplano e Faperj, 2005

Cor e criminalidade – Estudo e análise da justiça do Rio de Janeiro (1900 – 1930)
Carlos Antônio Costa Ribeiro
Editora UFRJ, 1995
Os melhores discursos de Martin Luther King – Um apelo à consciência
Editado por Clayborne Carson e Kris Shepard
Jorge Zahar Editor, 2001
Miséria da periferia – Desigualdades raciais e pobreza na metrópole do Rio de Janeiro
André Augusto Brandão
Pallas e Ford Fundation, 2005

Racismos e anti-racismos no Brasil – Pluralismo étnico e multiculturalismo
Jacques d´Adesky
Pallas, 2001
A hierarquia das raças – Negros e brancos em Salvador
Jefferson Bacelar
Pallas, 2001
Brasil: Um país de negros?
Jefferson Bacelar e Carlos Caroso (Org.)
Pallas, 1999

 Fonte: http://antigo.acordacultura.org.br/

4 de novembro de 2013

Consciência Negra- Indicações Bibliográficas-África no Currículo Escolar



Antologia do Negro Brasileiro
Edison Carneiro
Agir, 2005
Kitabu – O livro do saber e do espírito negro-africano
Nei Lopes
Senac Rio, 2005
Em costas negras – Uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro
Manolo Florentino
Companhia das Letras, 1997
Os libertos: sete caminhos na liberdade de escravos na Bahia do século XIX
Pierre Verger
Corrupio, 1992
A partilha da África Negra
Henri Brunschwig
Perspectiva, 2004
Compreender África – Teorias e práticas de gestão
Rui Moreira de Carvalho
FGV, 2005
A manilha e o libambo – A África e a escravidão de 1500 a 1700
Alberto da Costa e Silva
Nova Fronteira, 2002
Reis negros no Brasil escravagista – História da festa de coroação de Rei Congo
Marina de Mello e Souza
Editora UFMG, 2002
Ancestrais – Uma introdução à história da África Atlântica
Mary Del Priore e Renato Pinto Venâncio
Campus, 2004
Fluxo e refluxo – Do tráfico de escravos entre o golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos – do século XVIII e XIX
Pierre Verger
Corrupio, 2002
A escravidão na África – Uma história de suas transformações
Paul E. Lovejoy
Civilização Brasileira, 2002
Casa-Grande & Senzala
Gilberto Freyre
Global Editora, 2005, edição comemorativa


A África e os africanos na formação do mundo atlântico [1400 – 1800]
John Thornton
Campus e Elsivier, 2004
  Fonte:http://antigo.acordacultura.org.br/

Consciência Negra- Indicações Bibliográficas sobre Corpo.



Corpo: Território da cultura
Maria Lúcia Bueno e Ana Lúcia de Castro (Org.)
Annablume, 2005


Jóias de Axé – Fios-de-contas e outros adornos do corpo – A joalheria afro-brasileira
Raul Lody
Bertrand Brasil, 2001

O que é racismo?
Joel Rufino
Brasilense, 1985

Tornar-se negro
Neuza Santos Souza
Graal, 1983

O jogo das diferenças
Luiz Alberto Oliveira Gonçalves e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
Belo Horizonte: Autêntica, 1998

Racista, eu? De jeito nenhum... 
Mauricio Pestana
Escala, 2004

Raça como retórica – A construção da diferença
Yvonne Maggie e Claudia Barcelos Rezende (Org.)
Civilização Brasileira, 2002

A persistência da raça – Ensaios antropológicos sobre o Brasil e a África Austral
Peter Fly
Civilização Brasileira, 2005

O sortilégio da cor – Identidade, raça e gênero no Brasil
Elisa Larkin Nascimento
Selo Negro, 2003


A invenção do ser-negro – Um percurso das idéias que naturalizaram a inferioridade dos negros
Gislene Aparecida dos Santos
Pallas, 2002
Fonte:http://antigo.acordacultura.org.br/



Consciência Negra- Indicações Bibliográficas de Material Didático




A África em sala de aula – Visita à história contemporânea
Leila Leite Hernandez
Selo Negro, 2005

Menina bonita com laço de fita
Ana Maria Machado
Ática, 2000
O pensamento negro em educação no Brasil - Expressões do movimento negro
Lúcia Barbosa e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (Org.)
Editora da Universidade Federal de São Carlos, 1997
Racismo e anti-racismo na educação - repensando a nossa escola. 
Eliane Cavalleiro (Org.)
Summus / Selo Negro, 2001
Superando o racismo na escola
Kabengele Munanga (Org.)
Ministério da Educação / Secretaria de Educação Fundamental, 2001
Discriminação racial nas escolas: Entre a lei e as práticas sociais
Hédio Silva Júnior
Unesco, 2002
Amkoullel, o menino fula
Amadou Hampâté Ba
Casa das Áfricas e Palas Athena, 2003
Sikulume e outros contos africanos
Adaptado por Júlio Emílio Braz
Pallas, 2005
Contos negros da Bahia e contos de nagô
Deoscoredes M. dos Santos [Mestre Didi]
Corrupio, 2003

História do Preto
Heloísa Pires Lima
Companhia das Letrinhas, 1997

Consciência Negra-A valorização da diversidade étnica e racial na Educação Infantil.




 O termo educação infantil remete a um conceito relativamente recente na História do Brasil. Creche, maternal, jardim de infância, escolinha... não eram espaços de educação.
Hoje, a Educação Infantil passou a ter o papel de cuidar e também educar. É a primeira etapa da Educação Básica, dever do Estado, opção da família e direito da criança. Esses princípios estão garantidos pela Lei de Diretrizes e Bases, o Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Constituição Federal.
Como a desigualdade étnica e racial no Brasil chega tão cedo às salas de atendimento nessa etapa da educação?
Que sociedade é essa, afinal? E o que ela vem sinalizando sobre a nossa diversidade? Como será que os jornais e as revistas, por exemplo, costumam representar as crianças negras?
A sociedade já está mais atenta à necessidade de representar a diversidade étnica e racial brasileira seja nos brinquedos, seja na mídia. E esse caminho também vem sendo trilhado por algumas escolas.
Em 1996, a LDB passou a considerar a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, entendendo a criança como um sujeito histórico, produtor de sentido e inserido num contexto histórico e cultural.
A Educação Infantil deve valorizar desde cedo auto-estima das crianças, a cultura negra e a diversidade étnica e racial dentro da escola. E esse é o caso do CEMEI Marrara, escola de São Carlos, cujo projeto pedagógico foi um dos vencedores quarta edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial.

Para tratar de uma temática tão complexa como o respeito à diversidade com alunos tão pequenos eles utilizaram atividades lúdicas como brincadeiras, contação de histórias e até aulas de culinária.
A primeira infância é um momento crucial na formação da identidade. Deve valorizar a auto-imagem das crianças e criar modelos que confirmem essas expectativas. O projeto Heranças e Valores Civilizatórios Afro-brasileiros desenvolvido na Escola Municipal Mário Quintana, em Diadema, é um exemplo, tendo sido o primeiro colocado na quarta edição do Prêmio Educar Para A Igualdade Racial, promovido pelo CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (www.ceert.org.br).
A valorização da vida e da cultura dos afrodescendentes é uma questão que está na pauta do dia de Diadema, a quarta maior cidade em número de população negra do país.
Além das atividades lúdicas, a escola realizou um trabalho com tranças, buscando a valorização da auto-imagem da criança negra. Deu tão certo, que todas as meninas, negras e não negras, adoram trançar seus cabelos!
Essas duas experiências de Educação Infantil provam que é possível valorizar a diversidade étnica e promover a equidade.
Fonte:http://antigo.acordacultura.org.br/


Consciência Negra-UM BREVE BALANÇO DOS DEZ ANOS DA LEI 10.639/03


POR DENNIS DE OLIVEIRA
Em janeiro deste ano, completou dez anos a promulgação da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino de História da África, cultura africana e afro-brasileira no currículo da educação básica. O caput dessa lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Cinco anos depois, a lei foi modificada e se transformou na Lei 11.645/08, incluindo a temática indígena.
A Lei 10.639/03 foi a primeira assinada pelo presidente Lula, logo após a sua primeira eleição. Isso tem um significado simbólico: as mudanças prometidas com a chegada de Lula e do PT ao governo se iniciaram com uma medida que era produto da reivindicação do movimento negro.
Dez anos se passaram, e o cenário não é animador. Eis o que se percebe em relação à aplicação dessa legislação:

a) Nos cursos superiores voltados para a licenciatura e de pedagogia (portanto responsáveis pela formação de professores do ensino básico), há resistência em implantar esses conteúdos nos seus currículos. Observa-se essa dificuldade em maior grau nas grandes universidades, como a USP. Revela-se aí o caráter eurocêntrico e racista hegemônico no pensamento acadêmico. O eurocentrismo aparece com força nas áreas de História, Literatura e Artes. Professores e pesquisadores que se aventuram em refletir e produzir cientificamente nestes campos por fora da hegemonia europeizante são poucos e, costumeiramente, marginalizados. Consequência disso: poucos profissionais da educação formados para dar conta das exigências da legislação e também a dificuldade de se criar uma massa intelectual crítica para pensar esses temas.

b) O sucateamento do ensino público no qual se concentra a maior parte do corpo docente mais engajado politicamente coloca, muitas vezes, essa discussão fora das prioridades da agenda política do movimento. Condição de trabalho, salários defasados, falta de material de apoio, estrutura precária, violência, entre outros, acabam ganhando prioridade nos movimentos sociais do campo da Educação. Em geral, a luta pela Lei 10.639 acaba se restringindo a alguns docentes que têm vinculações com o movimento antirracista.

c) O diagnóstico (correto) de que a dificuldade de aplicação da lei se deve, entre outras coisas, à ausência da formação do professor para esse tema, mobilizou várias organizações e até mesmo projetos empresariais tocados pelos militantes antirracistas que propõem “cursos de qualificação e formação” dos mais variados tipos e cargas horárias. Assim, o atendimento a uma demanda garantida em lei fica na dependência de iniciativas e do voluntarismo de militantes, desobrigando o poder público. Sintomático que em vários planos de Educação em nível municipal e estadual – e até mesmo a primeira versão do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNDE), que distribuiu verbas federais para municípios melhorarem suas estruturas educacionais – não se colocam ações necessárias dos poderes públicos para a aplicação da lei.

A forma como ela vem sendo tratada – apenas como atendimento a uma demanda específica do movimento negro – é problemática. É importante observar que as Leis 10.639 e 11.645 alteram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e, portanto, representam modificações na normatividade da Educação nacional. Essa alteração não se resume apenas a ser mais um mecanismo para combater a intolerância no ambiente escolar, mas visa, sim, a formar futuros cidadãos com uma consciência de que a sociedade brasileira é multiétnica, culturalmente diversa e que foi formada sob a exploração brutal de africanos escravizados e a destruição de experiências societárias originárias (indígenas) e civilizatórias (dos povos africanos).

Por essa razão, os conteúdos da lei valem tanto para as escolas públicas de bairros periféricos, onde há grande presença de alunos negros e negras, como também em escolas particulares de elite. Para tanto, é necessário redirecionar as energias do movimento antirracista para que as políticas educacionais, tocadas pelos órgãos públicos, façam cumprir a lei e atendam a todas as demandas necessárias para tanto. Somente o voluntarismo de educadores negros e negras, por mais louvável que seja, não será suficiente para tamanha tarefa.

Dennis de Oliveira, professor da Universidade de São Paulo, coordenador do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) e membro do Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro (Neinb).

Fonte: Revista Fórum
http://antigo.acordacultura.org.br/


3 de novembro de 2013

Consciência Negra-Projeto: A Cor da Cultura-Sugestões de livros



A Cor da Cultura é um projeto que tem a parceria da Fundação Roberto Marinho, da Petrobras, da TV Globo, do CIDAN, da SEPPIR e da Fundação Roquete Pinto. Este projeto produz e exibe uma série de programas educativos voltados para a valorização da diversidade étnica existente no país. Livros Animados é um dos 05 programas a serem realizados por meio desta parceria.
Livros Animados é composto por dez programas e tem o objetivo de incentivar a leitura e levar para crianças e educadores de todo o país lendas e contos africanos e afro-brasileiros, bem como a produção dos principais autores e ilustradores nacionais de através da animação das ilustrações dos respectivos livros:

Novembro Negro 2013-Lista completa dos municípios que decretaram o feriado.


Dia da Consciência Negra é feriado em 1.047 municípios. Comemorado em 20 de novembro, a data lembra a morte do líder Zumbi dos Palmares e inspira, a cada ano, um número maior de atividades durante o mês, em todo o país

Novembro Negro 2013
Um total de 1.047 municípios já decretou feriado para o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Comemorado em 20 de novembro, a data faz referência à morte do líder Zumbi dos Palmares, símbolo da luta pela liberdade e valorização do povo afro-brasileiro, e inspira a cada ano um número maior de atividades em torno de reflexões sobre questões raciais no país.

Apesar de instituída pela lei nº 12.519/2011, a data comemorativa não é feriado em todo o país. Localidades como Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul optaram por decretar feriado em âmbito estadual. Nas outras unidades federativas, a decisão compete a cada município.
Em alusão à data, durante todo o mês de novembro são realizadas centenas de atividades com o objetivo de ampliar as discussões sobre os temas raciais, visando a expansão dos direitos conquistados pela comunidade afro-brasileira nos últimos anos.
Devido às conquistas no cenário nacional, as ações afirmativas estão entre os assuntos em destaque neste mês da consciência negra. Mas as atividades do período também abrem um amplo leque de debates em torno de temas como a prevenção da violência contra a juventude negra e a persistência da representação negativa da pessoa negra nos veículos de comunicação.

Zumbi dos Palmares
Zumbi nasceu em 1655, em Palmares, atual estado do Alagoas. Descendente de guerreiros Imbangalas, de Angola, foi aprisionado por uma expedição portuguesa e entregue aos cuidados do Padre Antônio Melo, que o batizou de Francisco. Com o religioso, aprendeu a escrever em português e latim.
Aos 15 anos, fugiu em busca de suas origens e voltou para o Quilombo dos Palmares, uma comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. Tornou-se líder da comunidade aos 25 anos, se destacando pela habilidade em planejamento, organização e estratégias militares. Sob seu comando, Palmares obteve diversas vitórias contra os soldados portugueses.
No ano de 1694, o quilombo foi atacado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. Após o combate, a sede da comunidade ficou totalmente destruída. Zumbi conseguiu escapar, mas seu esconderijo foi denunciado por um antigo companheiro.
Em 20 de novembro de 1695, o líder negro foi capturado e morto, aos 40 anos de idade.

Confira aqui a lista completa dos municípios que decretaram o feriado.

Dia da Consciência Negra



            

Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência antiescravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais   famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, em razão do grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje, estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.